A presidente Dilma Rousseff ganhou nas urnas com
55,7 milhões de votos por mais quatro anos para fazer o que não conseguiu em
seu primeiro mandato. Terá o desafio de colocar o país no rumo de crescimento
sustentável.
Eis uma triste constatação em muitos aspectos, o Brasil
em 2014 está em pior condição que 2010. Desde da redemocratização, Dilma é a primeira
presidente a encerrar seu mandato com indicadores de qualidade piores do que
seu antecessor: os juros ,a inflação, a dívida publica estão mais altos nos
últimos quatro anos e o crescimento e os investimentos estão baixos, tudo isso
por efeito direto dos equívocos que só podem cair na conta da própria
presidente, ou no máximo do ex- presidente Lula, de quem era a principal
ministra .Uma vez reeleita terá que desfazer todos esses erros que ela cometeu,
e entregar, ai sim, para outro presidente numa situação melhor que a atual em 2018.
No discurso que ela fez logo após sua vitória disse
em mudanças e que a reeleição deve ser encarada com um “voto de esperança na
melhoria mas não dos atos” de um governante.
Não demorou muito para o governo agir de maneira contraria a suas palavras. Dois dias depois o dólar já subiu, por exemplo. Em
outra frente, Dilma comprou mais de uma briga com o Parlamento. O país acaba de
sair das eleições e ela fala que em plebiscito para reforma politica, não é
assim que ela vai melhorar sua relação com a Casa. Como já era de conhecimento
da maioria que a bomba- relógio dos preços iria estourar pós- eleições. Para
evitar que a inflação estourasse o teto, o governo segurou preços administrados
como a gasolina, que precisavam ser corrigidos. Essa bomba já estourou e vai
piorar ainda mais, para o próximo ano teremos reajuste na gasolina, na energia
elétrica e no transporte publico.
Enfim 2015 e os próximos quatro anos serão muitos
difíceis para a Classe media e os ricos que são quem banca a redistribuição de
renda como bolsa família e afins e paga os juros altíssimos. Para a classe C e
D nada vai mudar pois vão continuar suas bolsas famílias e afins.
Por Anna Clara Ribeiro
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