quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Reportagem - 2015 um ano difícil

A presidente Dilma Rousseff ganhou nas urnas com 55,7 milhões de votos por mais quatro anos para fazer o que não conseguiu em seu primeiro mandato. Terá o desafio de colocar o país no rumo de crescimento sustentável.


Eis uma triste constatação em muitos aspectos, o Brasil em 2014 está em pior condição que 2010. Desde  da redemocratização, Dilma é a primeira presidente a encerrar seu mandato com indicadores de qualidade piores do que seu antecessor: os juros ,a inflação, a dívida publica estão mais altos nos últimos quatro anos e o crescimento e os investimentos estão baixos, tudo isso por efeito direto dos equívocos que só podem cair na conta da própria presidente, ou no máximo do ex- presidente Lula, de quem era a principal ministra .Uma vez reeleita terá que desfazer todos esses erros que ela cometeu, e entregar, ai sim, para outro presidente numa situação melhor  que a atual em 2018.
No discurso que ela fez logo após sua vitória disse em mudanças e que a reeleição deve ser encarada com um “voto de esperança na melhoria  mas não dos atos” de um governante. Não demorou muito para o governo agir de maneira contraria  a suas palavras. Dois dias  depois o dólar já subiu, por exemplo. Em outra frente, Dilma comprou mais de uma briga com o Parlamento. O país acaba de sair das eleições e ela fala que em plebiscito para reforma politica, não é assim que ela vai melhorar sua relação com a Casa. Como já era de conhecimento da maioria que a bomba- relógio dos preços iria estourar pós- eleições. Para evitar que a inflação estourasse o teto, o governo segurou preços administrados como a gasolina, que precisavam ser corrigidos. Essa bomba já estourou e vai piorar ainda mais, para o próximo ano teremos reajuste na gasolina, na energia elétrica e no transporte publico.

Enfim 2015 e os próximos quatro anos serão muitos difíceis para a Classe media e os ricos que são quem banca a redistribuição de renda como bolsa família e afins e paga os juros altíssimos. Para a classe C e D nada vai mudar pois vão continuar suas bolsas famílias e afins.

Por Anna Clara Ribeiro

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